Miss Shizuoka Fitness


Eu realmente não esperava. O título de Miss Shizuoka Fitness foi mais que um presente... Pôde me mostrar que é só querer sim, que a gente consegue. Independente do que seja, a gente sempre pode mais do que imagina. Com um bebê de dois meses e um tanto de coragem resolvi treinar pra competir. Sabia sim das dificuldades, mas era a chance de provar que o que a maioria dizia podia sim ser diferente. Ao menos pra mim.

Quem foi que ainda não ouviu queixas de que após a gestação a vida muda? O corpo muda? A rotina muda? Confesso que nunca prestei atenção nisso até descobrir que esperava a Lana. Como professora de modalidades esportivas fui o exemplo e durante toda a gravidez mantive a disciplina alimentar e física. Não tive nenhum tipo de inchaço, dor, alteração da pessão arterial, nada. Pude usar calçados fechados e anel até o último dia. O nascimento foi tranquilo, normal e sem complicações. Até que a gente se olha no espelho... "É, as coisas mudam..."

Duas semanas depois retomei a rotina de treinos, montamos uma rotina alimentar específica para o meu caso, que envolvia amamentação, emagrecimento, adaptação. Eu realmente precisava de algo que me comprometesse cada dia mais com minha recuperação. Resolvi competir. Loucura? Pode ser. Mas acho que valeu a pena. Em quatro meses de treinamento, com um bebê de seis meses e com o incentivo diário do meu técnico pudemos, juntos, contrariar o dito popular e atestar que a gente pode ser bom no que a gente faz. É só querer.

Não quero fazer críticas às mães do mundo nem apologia radical à beleza mas talvez atentarpara o cuidado com a nossa saúde; a estética vem sempre como conseqûencia. Posso dizer que minha filhinha não foi culpada pela mudança no meu corpo, ao contrário, foi meu estímulo, minha força para dar um passo a mais.

Mais um dia pra guardar com carinho, pra nunca mais esquecer. Um dia pra mim, único, pra sempre. Um dia que ninguém tira, que o tempo não apaga. Uma estrangeira ganhou? Sim, foi o que eles pensaram. Sem nostalgia lembrei com carinho do "país casa" e mesmo a maioria sem entender agradeci em português: Muito obrigada!

Postado porFabiana às 19:26 0 Comentários

Com os anjos...


Santo anjo do Senhor, meu zelozo guardador...
Se a ti me confiou;
A piedade divina:
Sempre me rege;
Me guarde;
Me governe;
Me ilumine;
Amém.

Postado porFabiana às 20:09 0 Comentários

Um dia pra nunca esquecer

Adoro a banda irlandesa U2, gosto de tudo, das letras, das melodias, da alegria com que tocam, do tom gracioso e celestial que eles colocam nas suas composições.
Grávida de oito meses fui ao show no Saitama Arena em Tóquio. Chegávamos junto com eles ao ginásio, paramos o carro e fomos "correndo" onde eles estavam. Uma grade separava o público enlouquecido "deles". Na minha atual condição física não havia a mínima chance de entrar lá no meio pra tentar uma foto, de longe mesmo... já estaria bom. Mas, claro, a grade tinha que ter fim, e nós encontramos. Seguimos pelo lado de "dentro" e quando estávamos bem perto um dos seguranças tentou nos afastar e eu com aquele barrigão estava inerte à ação dos seguranças. Foi a nossa chance. Perguntei se podia tirar uma foto e tranquilamente num inglês simples: "Sure" foi muito mais do que eu esperava. Abraço, foto, autógrafo.
Tive a tranquilidade de um atendimento especial, entrada preferencial, estacionamento dentro do ginásio, instrução direcionada aos centros de atendimento médico, cadeira reservada e numerada. Não é sempre que se está grávida... rs... (Lana, mamãe te deve uma...)
O Show foi bárbaro. Cantei, chorei, dancei. Lindo, emocionante, cheio de idas e vindas. É bom escutar música, assitir a banda que a gente gosta, dançar, emocionar, viver... e depois de tudo isso de bom ainda ter um dia desses, um dia pra nunca esquecer.

Postado porFabiana às 19:41 0 Comentários

Monte Fuji

Majestoso. É como melhor posso descrever o ponto mais alto das terras japonesas. Perto é que podemos conhecer a grandiosidade deste vulcão. Ele é imenso sim, abriga cidades aos seus pés e causa espanto com suas dimensões.
Tive a oportunidade de tirar esta foto na manhã linda de um inverno rigoroso na província de Fijinomiya, no estado de Shizuoka.
Na correria desenfreada da rotina nipônica posso sempre sentir a tranquilidade à que esta imagem me remete, ao friozinho lá fora, ao prazer do descanso, à beleza reservada aos olhos.
Esta é a vida do "Fuji San": Receber alpinistas e aventureiros no verão e fotógrafos e românticos (e corajosos!) no inverno. Nele é possível subir até o topo através de trilhas especialmente organizadas para isso, leva em torno de oito horas o trajeto - contando claro com o auxílio dos veículos que sobem até a primeira metade. A subida é feita a noite para que se possa assistir o amanhecer lá de cima. Um espetáculo. Vale lembrar que um pouquinho de sorte vai bem pra poder encontrar uma manhã linda como essa.

Postado porFabiana às 19:10 0 Comentários

Lição de Civilidade

Vendo as fotos do álbum lembrei da primeira vez que fui ao estádio ver uma partida de futebol. Foi aqui no Japão - já que no Brasil minha mãe sempre dizia que era perigoso - na cidade de Yokohama. Foi a final do mundial interclubes: São Paulo X Liverpool. Sou corinthiana desde pequena e mesmo relutante, fui.
Confesso que me emocionei. Não pelo São Paulo ter vencido, mas por poder apreciar a beleza do lugar e a civilidade das pessoas. Lugares numerados, limpos, tudo muito organizado. Assistentes muito bem treinados por todo o lado e uma belíssima abertura para o evento. As torcidas estavam misturadas; todos torciam, ninguém brigava. Todos comemoravam, ninguém machucado. Sem brigas, discussões ou qualquer ato de intolerância. Adorei.
Iria novamente. Só não precisa ser o jogo do São Paulo... rs... Aliás, aqui é possível ir a qualquer lugar, evento, jogo, show... E não se preocupe, nada vai te acontecer.

Postado porFabiana às 14:35 0 Comentários

Minha Vida...

Minha vida mudou depois que conheci você, Lana. Seus olhinhos brilhantes apreciando pela primeira vez o dom da luz do mundo, percebendo tudo ao seu redor.

Depois das espectativas, de ficar por meses imaginando como você seria. (A cara do seu pai!) Chegou ao mundo trazendo graça e doçura aos nossos dias. Linda, saudável e muito, muito inteligente.

Papai do céu, generoso, enviou seu anjo pra que eu pudesse cuidar, zelar seu sono, ensinar a falar, brincar junto, levar pra passear, mostrar o bem, ser o exemplo, amar...

Lana, minha vida!

Postado porFabiana às 10:08 0 Comentários

Sempre pra frente

Gosto desta foto... Para qualquer lado que eu a coloque na tela do pc sempre tenho a sensação de que os pés estão indo pra frente.

Esta idéia deveria dar rumo às atitudes do nosso dia: família, amigos, trabalho. Nesta ordem.

Sem fazer utopias ou devaneios, textos poéticos ou elúcubros, acredito que pensar "pra frente" já é metade do caminho e trancorrê-lo com pessoas "pra frente" é a outra metade. Não estou chamando ninguém de atraso de vida; acreditar ser um atraso de vida é opcional.

Já vi pessoas brilhantes sendo ofuscadas pela sombra da companhia, como um buraco negro absorvendo tudo ao seu redor, até mesmo a luz. A diferença é que o buraco negro não é ser humano; já vi seres humanos muito bem disfarçados de buracos negros.

Resgatando a idéia da foto realço o fato de que seguir em frente é inevitável, é a obrigação que o tempo nos deixou mas ir pelo caminho ensolarado é a grande dádiva das pessoas felizes, realizadas, batalhadoras e otimistas. Para elas o sol não é apenas um "fazedor de sombras", ele é luz, e assim como as pessoas iluminadas, é estrela que não perde o brilho. É brilho que não pode ser sugado nem pela força do buraco negro.

OBS: Há um livro bem bacana chamado "O universo numa casca de noz" do genial Stephen Hawking, ele fala sobre os buracos negros e das teorias celestiais de uma maneira simplificada e compreensível para nós, fugitivos dos conceitos de física.. rs...

Postado porFabiana às 19:04 0 Comentários

De quem é a culpa?

Li a chamada de uma matéria e mesmo sem lê-la seu título me fez parar pra pensar: por que culpamos os outros pelos problemas da nossa vida?
Trabalhando com público, na área esportiva e relacionada às mudanças nas formas do corpo, pude mesmo constatar o que o anúncio relatava; as pessoas acham muitos culpados para tudo que não dá certo. Em uma das minhas aulas de psicologia do esporte, entendi sobre um mecanismo do nosso corpo "responsável" por isso - ele faz com que procuremos os culpados, desviando assim a atenção da própria responsabilidade. E a medida que o círculo se fecha, novos culpados vão aparecendo. Sempre.
Não, eu não quero transformar o blog em um artigo científico, nem apresentar - com a questão do mecanismo do corpo - mais uma justificativa (desta vez científica) para culpar os outros pela nossa incapacidade. Quero chamar a atenção para o que fazemos todos os dias e mal percebemos: tornar os erros mais leves à nossa consciência à custa de uma outra pessoa.
Reclamamos de tudo: da pobreza, das dificuldades, do governo, do tempo. Vamos admitir: a responsabilidade é nossa. Pensamos muito em nós e não coletivamente; votamos e mal sabemos para quem; poluimos e fingimos desconhecer os efeitos do nosso consumo e passamos inertes ao que nos deveria ser prioridade.
Mas não vamos pensar apenas nos grandes problemas do mundo não, a regra vale para aqueles pequenininhos que estão todos os dias nos desafiando que deveriam ocupar o topo da "nossa responsabilidade e nossa culpa". Fica bem mais fácil começar assim.

Postado porFabiana às 18:32 1 Comentários

 
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